quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Mapa dos países da América Central


América Central


Mapa da América Central
Vizinhos América do Norte e América do Sul
Divisões  
 - Países 20
 - Dependências 16
Área  
 - Total 731.000 km²
 - Maior país Nicarágua
 - Menor país São Cristóvão e Névis
Extremos de elevação  
 - Ponto mais alto Monte Tajumulco, 4.220 m
 - Ponto mais baixo Mar do Caribe, 0 m
População  
 - Total 45.000.000 habitantes
 - Densidade 102,6 hab./km²
Idiomas Inglês, espanhol, francês e holandês

Povoamento


Na América Central, especialmente na Guatemala, Belize, além do sul do México e norte da península de Iucatã (já na América do Norte), floresceu uma das mais notáveis civilizações indígenas: a civilização maia, cujo adiantamento no campo das ciências e das artes, bem como no âmbito da organização política, social e religiosa, é universalmente reconhecido. A história dos quíchuas, que falavam um dialeto maia, foi preservada no Popol Vuh, obra escrita por um nativo pouco depois da conquista espanhola, e a dos maias e chorotegas, que habitavam a região localizada junto à fronteira entre Honduras e Guatemala, pode ser reconstituída a partir de documentos arqueológicos gravados em pedras. Além desses, outros povos que tiveram civilizações avançadas foram os toltecas e os cackiquelos.
A América Central (em espanhol: América Central, Centroamérica) é a região do mundo limitada ao norte pela Península de Iucatã, no México e ao sul pela Colômbia, limitando a Oeste com o Oceano Pacífico e a Leste com o Oceano Atlântico. Apesar de considerada um dos subcontinentes da América, esta região localiza-se numa placa tectónica própria: a Placa Caribeana.[1] Assim, é formada pela faixa central do continente americano compreendendo os Estados soberanos ístmicos e antilhanos mais as dependências situadas no mar do Caribe (ou mar das Caraíbas).[2]
Existem montanhas ao longo de toda a região, sendo que as situadas ao sul são uma continuação dos Andes; a mais alta é a do monte Tajumulco na Guatemala com 4.220 metros de altitude. A maioria é vulcânica, pois a região fica numa junção entre uma placa de crosta e uma perigosa zona de terremotos. Os dois grandes lagos da Nicarágua interrompem a cadeia. O clima é tropical, embora acima de 760m a temperatura seja mais amena e haja o cultivo do café. Cria-se gado, especialmente em Honduras. Nos outros lugares a cinza vulcânica fertilizou a terra possibilitando a lavoura de bananas, cana-de-açúcar, milho e frutas. As montanhas do Pacífico descem íngremes em direção à costa, enquanto na direção do norte e do leste, na península de Yucatan e nas planícies costeiras, descem suavemente em direção ao mar. No leste a chuva é pesada; os rios trazem grandes quantidades de limo e há uma floresta densa atrás dos mangues das praias. A região possui grandes depósitos de petróleo e gás, assim como de prata e ouro.
Foi povoada por diversos grupos aborígenes quando os primeiros europeus fizeram contato, no começo do século XVI, e sua colonização foi iniciada a partir das colônias caribenhas de Hispaniola e Cuba. De 1535 a 1810 a América Central, com exceção do Panamá, fez parte do Vice-Reino da Nova Espanha e ficou sob jurisdição do vice-rei na Cidade do México.
Com a independência dos países da América Central Ístmica da Espanha, em 1821, a maior parte da área foi anexada até 1822 ao Império Mexicano de Augustín de Iturbide. De 1823 a 1838 tentou uma confederação política, a União das Províncias da América Central (Costa Rica, Guatemala, Honduras, Nicarágua e El Salvador), mas esta foi derrubada pela rivalidade entre grupos liberais e conservadores e por ciúmes regionais. Em 1839 a unidade política foi extinta. Caudilhos militares dominaram no restante do século XIX. O aventureiro americano William Walker invadiu a Nicarágua (1855-1857). Os britânicos ocuparam San Juan del Norte Greytown (1848) e as ilhas da baía de Honduras, a fim de conseguir o controle da costa de Mosquito e bloquear os planos americanos de construir um canal interoceânico, enquanto exerceram pressão diplomática para assegurar ao uso do canal em toda a região. Em 1951, formou-se a Organização dos Estados da América Central, para ajudar as resolver os problemas em comum. A Comissão Econômica para a América Latina, órgão das Nações Unidas, encorajou a cooperação em assuntos de produção, tarifas e comércio entre os países membros da Associação Latino-Americana de Livre Comércio (que passou a se chamar em 1980 Associação para Integração Latino-Americana) e o Mercado Comum Centro-Americano.

América Central


CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE A AMÉRICA CENTRAL


AMÉRICA CENTRAL

  A América Central ocupa somente 2% do território americano, possuindo uma área de aproximadamente 540.000 km². Ela é formada por uma parte continental e por um conjunto de inúmeras ilhas, que constituem a parte insular.
  A América Central Continental é a porção que está ligada ao continente. É constituída por uma faixa de terras (ístmo) que liga a América do Norte à América do Sul e separa o oceano Atlântico do oceano Pacífico.
  Também denominada de América Central Ístmica, essa estreita faixa de terra é formada por sete países: Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Belize e Panamá. Esses países têm em comum a colonização espanhola, exceto Belize, de colonização inglesa.
América Central Continental
  Um arco no oceano Atlântico forma as ilhas da América Central Insular. Muitas delas são de origem vulcânica.
  A América Central Insular foi a parte do continente americano que primeiro teve contato com o europeu, no período das Grandes Navegações, motivo pelo qual a maioria dos países fala a língua espanhola. 
  Os espanhóis foram os primeiros colonizadores. Mais tarde chegaram também ingleses, franceses e holandeses. Algumas dessas ilhas mantêm-se como possessões, isto é, seus territórios pertencem a outros países.
América Central Insular
  A América Central Insular é dividida em três conjuntos de ilhas: as Grandes Antilhas, as Pequenas Antilhas e as Bahamas.
  As Grandes Antilhas são formadas por Cuba, Jamaica, Porto Rico, Haiti e República Dominicana.
  Nas Pequenas Antilhas, estão Barbados, Dominica, Antígua e Barbuda, São Vicente e Granadinas, Granada, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis e Trinidad e Tobago, além de várias possessões.
Paisagem das Bahamas
  No final do século XVII, já havia muitos piratas na região e uma parcela significativa dessas ilhas estava sob a possessão de alguns países europeus que nelas cultivavam produtos tropicais, como a cana-de-açúcar. Para realizar o trabalho do cultivo da cana-de-açúcar, houve a exploração da mão de obra escrava, trazida da África.
  As ilhas caribenhas sempre foram um atrativo para muitos povos. Além de suas belezas naturais e das rotas comerciais, eram constantemente visitadas por navegadores conhecidos como piratas, especializados em deter os barcos espanhóis que delas saíam, pois havia a possibilidade de estarem carregados de ouro e de outras riquezas.
Paisagem de Santa Lúcia

CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE A AMÉRICA CENTRAL
Povoamento 
  Na América Central, especialmente na Guatemala, Belize e no sul do México, floresceu uma das mais notáveis civilizações indígenas: a civilização maia, cujo adiantamento no campo das ciências e das artes, bem como no âmbito da organização política, social e religiosa, é universalmente reconhecido.
  Os Maias ocupavam a península de Yucatán e uma porção da América Central. Viveram o seu apogeu do século VI ao X. Sua economia baseava-se na agricultura, com destaque para o cultivo do milho, do feijão e da batata-doce. Esse povo apresentou um desenvolvimento cultural muito elevado. Foram construtores de grandes templos, pirâmides e observatórios de astronomia.
Pirâmide maia
Exploração
  O litoral atlântico da América Central começou a ser explorado após a quarta viagem de Cristóvão Colombo (1502), que dele tomou posse em nome da Coroa espanhola. Vasco Núñez de Balboa descobriu o Pacífico em 25 de setembro de 1513. Gaspar de Espinosa, Juan de Castañeda, Fernando Ponce e Gil González Dávila prosseguiram no reconhecimento do litoral. A conquista da região foi alcançada em 1526, por Pedro Alvarado, que pressionou dois monarcas indígenas, tirando-lhes a resistência. Coube a Frei Bartolomeu de las Casas e outros religiosos, a missão de catequizarem os indígenas.
Ruínas de Palenque - sul do México


A AMÉRICA CENTRAL CONTINENTAL
  Logo depois de aportar na América, os espanhóis se lançaram à busca de metais preciosos, principalmente ouro e prata. Eles acreditavam na existência de tesouros escondidos e em que muitas riquezas, glória e fama estariam reservadas aos desbravadores. Esse espírito animou as primeiras expedições de reconhecimento e conquista ainda no início do século XVI.
  No período colonial, a Espanha fundou vários vice-reinos em suas áreas de domínio da América Latina.
Igreja em Santiago de los Caballeros de Guatemala - primeiro núcleo habitacional da América Central
  A rivalidade entre os conquistadores resultou em sangrentos conflitos, enquanto corsários e piratas intranquilizavam constantemente a capitania. Os ingleses estabeleceram-se na costa atlântica, com feitorias para a exploração de pau-campeche, constituindo a colônia de Belize, apesar dos esforços dos espanhóis para recuperar a região.
  Em 1543, numa tentativa de impedir que os desbravadores continuassem a agir por conta própria, o rei da Espanha resolveu tomar para si o controle da região. Para tanto criou a Capitania Geral da Guatemala, que englobava grande parte do istmo. Ele nomeou pessoas de sua confiança para construir cidades e monumentos, implantar a agricultura e organizar a exploração dos metais preciosos.
Vice-Reinos criado pelo governo espanhol na América Latina
  Os espanhóis geralmente se estabeleciam nas regiões já povoadas pelos indígenas e nelas exploravam a mão de obra nativa. Os colonizadores implantaram núcleos esparsos de povoamento no ístmo, nos quais se destacava a agricultura de produtos tropicais, como cana-de-açúcar, banana e cacau. Para o abastecimento das cidades, recorria aos alimentos tradicionalmente cultivados pelos índios (batata-doce e mandioca, principalmente) e à pecuária praticada nas encostas montanhosas voltadas para o oceano Pacífico. As minas de prata das áreas montanhosas próximas a Tegucigalpa, cidade que mais tarde seria a capital de Honduras, fizeram da região o mais importante centro minerador da América Central Continental.
Tegucigalpa - capital de Honduras
  Durante todo o período colonial, os núcleos de povoamento espanhol no istmo permaneceram isolados uns dos outros. Em 1823, com o processo de independência, foi organizada a Federação das Províncias Unidas da América Central, que reuniu os atuais Estados de Guatemala, Nicarágua, El Salvador, Honduras e Costa Rica. No entanto, a Federação se desfez em 1840, e a região se fragmentou em vários países.
Federação das Províncias Unidas da América Central
O Canal do Panamá
  O Panamá teve uma história singular. No período colonial, fazia parte do Vice-Reino de Nova Granada. Tornou-se independente em 1819, mas ainda incorporado à Colômbia. No início do século XX, o governo dos Estados Unidos pediu autorização ao senado colombiano para construir um canal que ligasse os oceanos Atlântico e Pacífico, visando agilizar a navegação entre a costa leste e a costa oeste do país. Como o governo colombiano se recusou a ceder território para o canal, os Estados Unidos patrocinaram o movimento de independência do Panamá em relação à Colômbia. Assim, o Panamá deve sua existência ao interesse dos Estados Unidos em construir o canal, que foi inaugurado em 1914.
Canal do Panamá
Herança colonial e pobreza
  Os países do istmo centro-americano tornaram-se países independentes, mas mantiveram as estruturas econômicas herdadas do tempo da colonização. A agricultura continua a ser a principal atividade econômica. Nas melhores terras agrícolas, localizadas na costa do oceano Pacífico, predominam as fazendas cafeeiras, cujo produto é exportado para os mercados da Europa e da América do Norte. Nas encostas montanhosas, a população indígena e mestiça se  dedica aos cultivos de subsistência tradicionais. A renda obtida com as exportações agrícolas e a terra permanece concentrada nas mãos de poucos fazendeiros e comerciantes ricos.
Produção de café na Guatemala
  A história recente desses países tem sido marcada por guerras civis e golpes de Estado, em geral comandados pelos Exércitos nacionais e patrocinados pelos Estados Unidos. A falta de instituições democráticas sólidas está entre as causas da pobreza na região. 
  A Costa Rica, cujas terras e riquezas são mais bem distribuídas e onde não existem Forças Armadas, é o país centro-americano cuja população goza de melhores condições de vida.
Praia na Costa Rica
  Já na Guatemala, um dos mais importantes produtores mundiais de café, parte da população muitas vezes não tem o que comer. Apenas 30% dos habitantes vivem em cidades e cerca de 40% são analfabetos.
Feira nas ruas de Guatemala
  Em Honduras, a situação não é muito diferente. Só que, nesse país, o principal produto de exportação é a banana, cultivada principalmente nas planícies do norte do país. Grandes companhias com sede nos Estados Unidos controlam a produção e a comercialização do produto. Por causa de Honduras, muitos países centro-americanos ganharam o triste apelido de "República das Bananas": vivem das exportações de produtos primários e as empresas estadunidenses exercem grande influência em sua vida política e econômica.
Banana - o principal produto de exportação de Honduras
  Também El Salvador mantém fortes laços de dependência em relação aos Estados Unidos. O país exporta café e algodão para esse país e todos os anos milhares de salvadorenhos emigram para lá em busca de trabalho e melhores condições de vida. O dinheiro que eles mandam para seus parentes em El Salvador é hoje a principal fonte de renda do país.
Campo de algodão em El Salvador - um dos principais produtos de exportação do país
  O Panamá é um dos poucos países do istmo que não vivem da exportação de produtos primários. Praticamente toda a economia panamenha gira em torno do canal, por causa do grande número de navios e do elevado número de trabalhadores envolvidos em sua operação.
Navio atravessando o Canal do Panamá, que é o responsável por grande parte da renda do país


A AMÉRICA CENTRAL INSULAR
  No trecho que banha a América Central, o Oceano Atlântico recebe o nome de Mar do Caribe (ou das Antilhas). Esse mar abrange milhares de ilhas, dispostas em forma de arco. Como o turismo é muito desenvolvido na região, o Caribe é, para muita gente, sinônimo de férias, belas praias e ritmos musicais quentes.
Ilhas Virgens Americanas
  Costuma-se dividir a América Central Insular em três conjuntos de ilhas: as Grandes Antilhas (Cuba, Jamaica, Haiti, República Dominicana e Porto Rico - EUA), as Pequenas Antilhas (milhares de pequenas ilhas entre o Porto Rico e o litoral da Venezuela) e o Arquipélago das Bahamas (entre os Estados Unidos e Cuba).
Pequenas Antilhas
A COLONIZAÇÃO
  Assim como aconteceu no istmo centro-americano, também as ilhas caribenhas mais importantes foram colonizadas pelos espanhóis. Mas eles não conseguiram manter o domínio por muito tempo. No final do século XVII, o Mar do Caribe estava infestado de piratas especializados em atacar barcos espanhóis que levavam riquezas da América para a Espanha. Diversas ilhas, em especial as das Pequenas Antilhas, estavam sob o controle desses piratas.
  Na mesma época, a Inglaterra, a França e a Holanda já tinham tomado grande parte das possessões espanholas no Caribe e implantado nelas o cultivo de produtos tropicais - principalmente cana-de-açúcar - para suprir os mercados europeus. Como não havia população nativa para trabalhar nas plantações, os colonizadores tiveram de trazer escravos negros da África. Por isso existe um grande contingente de população negra e mulata nas ilhas caribenhas.
O negros compõem grande parte da população caribenha
PORTO RICO
  Até hoje, grande parte dessas ilhas permanecem sob o controle de países europeus. Porto Rico configura um caso especial: não é uma colônia nem um país soberano, mas um estado livre, associado aos Estados Unidos. Isso significa que os porto-riquenhos desfrutam de alguns direitos comuns aos cidadãos desse país, o que ajuda a entender o grande número de nascidos na ilha que residem nos Estados Unidos. Mas eles não gozam da totalidade dos direitos de cidadania. Por exemplo: não votam nas eleições para presidente e também não estão representados no Congresso dos Estados Unidos.
San Juan - capital de Porto Rico
ATIVIDADES ECONÔMICAS
  A exportação de produtos agrícolas e minerais movimenta grande parte da economia da região. A cana-de-açúcar, um dos mais importantes itens caribenhos de exportação, ocupa lugar de destaque na pauta de exportações da Jamaica, do Haiti e de certos arquipélagos das Pequenas Antilhas. Também a banana é cultivada em larga escala, principalmente na República Dominicana. A exportação de bauxita, o mineral que serve de matéria-prima para a produção do alumínio, é muito importante para a economia da Jamaica: o Canadá, um dos maiores produtores mundiais de alumínio, utiliza basicamente a bauxita jamaicana como matéria-prima.
Exploração de bauxita - um dos principais produtos de exportação da Jamaica
  Em muitos países e territórios caribenhos, as atividades ligadas ao turismo constituem a principal fonte de renda. Os turistas são, em sua maioria, estadunidenses e europeus, que apreciam a beleza das praias, das águas cristalinas e dos recifes de corais. Para receber os visitantes, há uma sofisticada infraestrutura, com hotéis, estabelecimentos comerciais, estradas e marinas. Nos últimos anos, o fluxo de turistas para a região vem aumentando, envolvendo um número cada vez maior de ilhas caribenhas.
São Cristóvão e Névis
  O Caribe é conhecido mundialmente não somente por seus paraísos tropicais, mas também por abrigar vários "paraísos fiscais", em especial no Arquipélago das Bahamas e nas Ilhas Cayman. O governo desses países cobra impostos muito baixos das empresas que neles se instalam e não exige explicações detalhadas sobre o tipo de atividade que realizam. Em resumo, pode-se movimentar livremente grandes somas de dinheiro, pois não há nenhuma fiscalização. Os bancos, por sua vez, também não querem saber de onde vem ou para onde vai o dinheiro depositado em seus cofres. É por isso que grandes empresas e milionários do mundo inteiro mantêm contas e depósitos bancários na América Central Insular.
Mansão nas Ilhas Cayman
  O turismo e os serviços financeiros fazem das Bahamas e das Ilhas Cayman a região mais rica do Caribe. Os exportadores de minerais, como a Jamaica, ocupam lugar intermediário. A Ilha de Hispaniola, que abriga a República Dominicana e o Haiti, bate todos os recordes de pobreza regional. O caso mais dramático é o do Haiti: no século XVII, suas plantações de cana, movidas pelo trabalho escravo, fizeram fortunas para os franceses que dominavam a região. Hoje, é o país mais miserável da América, e sua capital, uma das cidades mais pobres do mundo. Milhares de haitianos tentam ingressar nos Estados Unidos em busca de uma vida melhor, mas o governo norte-americano mantém vigilância severa nas fronteiras, para impedir a entrada desses imigrantes em seu território. Para complicar a situação do país, no dia 12 de janeiro de 2010, o Haiti foi sacudido por um terremoto de magnitude 7,0 na escala Richter, que destruiu grande parte de sua capital, Porto Príncipe.
Porto Prícipe após o terremoto de 12 de janeiro de 2010.

Informações sobre a América Central


Mapa da América Central.
Mapa da América Central.

A América Central é dividida em trecho continental e insular. A América Central Continental corresponde à uma restrita faixa de terras emersas que liga a América Central à América do Norte e à América do Sul. Nesse istmo estão estabelecidos sete países: Belize, Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Panamá.

A América Central Insular (ou formado por ilhas), corresponde a um grupo de ilhas localizadas no Mar das Antilhas conhecido como Mar do Caribe, que é ramificado em Grandes Antilhas, Pequenas Antilhas e Bahamas. Na primeira Antilha estão presentes as nações mais importantes do Caribe tais como Cuba, Jamaica, Haiti, República Dominicana e Porto Rico, que faz parte do controle dos Estados Unidos, apesar disso não possui representantes no congresso.

As Pequenas Antilhas são compostas por oito nações autônomas: Antígua e Barbuda, Barbados, Dominica, Granada, Santa Lúcia, São Cristóvão, Nevis, São Vicente, Granadinas e Trinidad e Tobago, além de cinco possessões do Reino Unido: Anguilla, Ilhas Cayman, Ilhas Turks e Caicos, Ilhas Virgens Britânicas e Montsserat. Existem ainda duas possessões da Holanda, as Antilhas Holandesas e Aruba; duas possessões da França: Guadalupe e Martinica; e uma possessão dos Estados Unidos: as Ilhas Virgens Americanas.

Características naturais da América Central
Uma grande parcela do território que compõe a América Central é ocupada por montanhas que periodicamente desenvolve o processo de vulcanismo e também de terremotos. As áreas que apresentam as planícies se restringem à costa do Atlântico e do Pacífico.

A América Central está situada praticamente em sua totalidade na zona intertropical, no entanto, desenvolve outros tipos de climas provenientes das altitudes, a partir disso é possível identificar três domínios climáticos.

Terras quentes representam as regiões onde estão as planícies e os baixos planaltos, onde ocorrem temperaturas médias mensais de cerca de 25ºC, com características de climas tropical úmido e equatorial.

Terras temperadas localizam-se em áreas entre as planícies e as montanhas, predominam temperaturas médias de aproximadamente 20ºC e desenvolve o clima tropical de altitude.

Terras frias correspondem a lugares que são constituídos por montanhas elevadas e que por isso ocasionam temperaturas semelhantes de clima frio.

O relevo das Ilhas do Caribe é constituído por montanhas formadas por eventos vulcânicos, na verdade, muitas dessas montanhas são vulcões, alguns são ativos como Pelée localizado em Martinica.